Por Natalia Anauate
Psicóloga · CRP 06/103768
Publicado em 22/10/2026
Você sabe quais são os principais tipos de depressão?
Sim, você não entendeu errado! A depressão pode ser categorizada em diferentes tipos, a partir dos fatores que a desencadeiam, dos sintomas predominantes em cada uma, da duração e da intensidade da condição.
Convém destacar que reconhecer o tipo de depressão que você tem é importante para buscar o tratamento correto e as mudanças de hábitos pertinentes ao seu caso.
Por isso, neste post, vamos falar sobre os principais tipos de depressão para que você possa conhecê-los e, assim, cuidar da sua saúde mental com excelência. Confira!
Afinal, o que é depressão?
A depressão é um transtorno de humor caracterizado por um sentimento de tristeza e desânimo profundos e intensos e da existência de pensamentos intermitentes negativos.
A pessoa depressiva não consegue afastar a melancolia e apatia. Ela perde o interesse nas atividades, pessoas e lugares que antes faziam tanto sentido para ela.
Vale dizer que essa condição pode afetar pessoas de todas as idades, desde crianças a idosos. Ela também pode aparecer em qualquer momento da vida, mesmo quando tudo parece correr bem.
Saber qual dos oito tipos se parece com o seu é só o começo: o que define o cuidado é a avaliação de quem acompanha o caso. A terapia para depressão, com um psicólogo em São Paulo, começa por aí, muitas vezes com a terapia cognitivo-comportamental citada mais adiante, e segue em paralelo ao psiquiatra quando há medicação.
8 tipos de depressão
Como mencionamos anteriormente, a depressão pode apresentar diversos tipos. A seguir, listamos os principais para que você possa conhecê-los melhor:
1. Transtorno depressivo maior
Esse é o tipo de depressão mais comum. Conhecido também como transtorno depressivo unipolar, apresenta como principais sintomas:
- Humor depressivo
- Tristeza profunda
- Desânimo
- Perda de interesse e prazer
- Alterações no sono e no apetite
- Negligência a questões básicas de higiene pessoal
Tudo isso afeta consideravelmente a rotina e a qualidade de vida do indivíduo.
Para ser considerada depressão maior, é necessário que o indivíduo apresente os sintomas característicos quase todos os dias durante o período mínimo de duas semanas.
2. Distimia
Conhecida também como transtorno depressivo persistente, a distimia é uma condição mais leve do que a anterior, porém com uma duração maior: no mínimo dois anos sem remissão.
Geralmente, os sintomas dessa condição se iniciam na adolescência e podem persistir por anos. Alguns dos principais são:
- Melancolia
- Pessimismo
- Falta de senso de humor
- Passividade
- Introversão
- Tristeza
- Desânimo
- Baixa concentração
- Pouca vontade de agir
A pessoa com distimia pode oscilar entre períodos com sintomas mais intensos, como os da depressão maior, e fases com sinais menos graves.
Justamente pelo fato de os sintomas serem menos intensos, essa condição pode ser mais difícil de ser diagnosticada, pois a pessoa pode acreditar tratar-se de uma introspecção referente à sua própria personalidade.
3. Depressão pós-parto
A depressão pós-parto é um transtorno de humor que pode surgir nos primeiros meses após o nascimento da criança ou, até mesmo, durante a gestação.
Ela envolve sintomas como:
- Tristeza profunda
- Ansiedade
- Exaustão
- Irritabilidade
- Crises de choro frequentes
- Sentimento de culpa
- Medo ou inutilidade
- Desesperança
- Dificuldade para cuidar do bebê
Diferentemente do baby blues, essa condição é mais intensa, duradoura e compromete a saúde da mulher e a sua relação com o bebê.
Para ser considerada depressão pós-parto, é necessário que os sintomas surjam em até quatro semanas após o nascimento da criança. Do contrário, outras condições mentais podem ser cogitadas pelo profissional de saúde mental.
4. Depressão atípica
A depressão atípica, também conhecida como depressão sorridente, se caracteriza por um estado depressivo em que há períodos de melhora do humor. Assim, se eventos bons acontecem na vida da pessoa, ela costuma reagir bem. Entretanto, com o tempo, o estado depressivo pode retornar.
Vale dizer que essa reatividade de humor não necessariamente significa que o indivíduo esteja se sentindo bem de verdade. Afinal, ele pode estar apenas camuflando seus sentimentos.
Os principais sintomas são:
- Demonstrações falsas de felicidade
- Sonolência excessiva
- Aumento do apetite e, consequentemente, ganho de peso
- Baixa autoestima
- Maior sensibilidade ao receber críticas e julgamentos
- Sentimento de rejeição
- Sensação de braços e pernas pesados
5. Depressão sazonal
A depressão sazonal ou transtorno afetivo sazonal é um tipo de condição que possui relação com a mudança do clima, sendo mais comum em países com temperaturas mais amenas. Ocorre principalmente no inverno, quando há menor período de luz solar.
Dentre as principais características dessa condição, estão:
- Tristeza temporária
- Isolamento social
- Aumento do sono
- Ganho de peso
6. Depressão psicótica
Esse é o tipo de depressão mais grave. Isso porque, além das características comuns de uma depressão maior (tristeza profunda, desesperança, etc.), essa condição acarreta episódios de delírio e alucinação, como ver e ouvir coisas perturbadoras.
Desse modo, a depressão psicótica exige uma intervenção urgente, pois pode colocar em risco a vida do paciente e das pessoas que estão à sua volta.
7. Depressão ansiosa
A depressão ansiosa é um quadro de saúde psicológica que surge quando o paciente experimenta os sintomas de depressão e ansiedade simultaneamente.
Isso significa que não há predominância evidente dos sintomas ansiosos ou depressivos, pois ocorrem no mesmo momento e possuem intensidade semelhante.
Dentre os principais sintomas dessa condição, estão:
- Tristeza persistente
- Preocupações em excesso
- Isolamento social
- Alterações no sono (excesso ou insônia)
- Esgotamento mental e físico
- Irritabilidade e impaciência
- Desânimo e falta de disposição para qualquer atividade
- Dificuldades de concentração
- Baixa autoestima
- Ataques ou crises de pânico
- Medo e pessimismo
- Desinteresse em atividades que antes eram prazerosas
8. Depressão endógena
A depressão endógena é um tipo de depressão que está relacionada a modificações químicas no cérebro, tais como a falta de equilíbrio em neurotransmissores essenciais.
Os seus sintomas são parecidos com os das outras depressões, mas o seu diagnóstico e tratamento são mais voltados para o âmbito clínico, com exames de sangue e medicamentos para equilibrar os componentes químicos cerebrais.
Como diagnosticar e tratar uma depressão?
O diagnóstico pode variar de um tipo de depressão para outro. Entretanto, de uma forma geral, o psicólogo ou psiquiatra deve se basear na identificação dos sinais da depressão e na análise clínica do paciente.
Além disso, o profissional pode solicitar exames laboratoriais para precisar a causa da depressão e, assim, ajustar o tratamento.
Esse, por sua vez, envolve duas principais frentes: a psicoterapia e, a depender da intensidade do quadro, a prescrição de medicamentos por um psiquiatra.
Uso de medicação
Em alguns casos, o tratamento com o médico psiquiatra pode ser necessário. Esse profissional é responsável por prescrever medicamentos a fim de proporcionar estabilidade emocional enquanto o paciente desenvolve estratégias de recuperação na psicoterapia.
Convém destacar que a utilização de ansiolíticos ou antidepressivos deve ser sempre orientada por um profissional de saúde!
Psicoterapia
O acompanhamento psicológico, especialmente a terapia cognitiva-comportamental (TCC), é essencial para tratar os sintomas da depressão e reduzir as chances de recaída.
Além disso, com a ajuda do psicólogo, o paciente pode compreender melhor a sua condição, os gatilhos que o levam à tristeza profunda e mudar os padrões de pensamento e comportamento que possam estar interferindo na sua saúde mental.
Vale dizer, ainda, que a adoção de hábitos de vida saudáveis, como prática de atividade física e alimentação balanceada, são importantes aliadas no tratamento.
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Autor: Psicóloga Natalia Anauate - CRP 06/103768Formação: Há mais de 15 anos Natália atua como psicóloga para atendimento individual (adultos) e terapia de casal, o que lhe confere considerável experiência com queixas relacionadas ao relacionamento conjugal, estresse relacionado ao trabalho, dificuldades na vida afetiva e relacionamentos...
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