Por Renata Gaspula
Psicóloga · CRP 06/72421
Publicado em 29/05/2025 · Atualizado em 14/08/2026
Redes sociais, publicidade, mídia e até as relações interpessoais contribuem para a formação de uma autoimagem e de uma autoestima que nem sempre são construídas de maneira saudável.
Assim sendo, desenvolver uma relação positiva consigo mesmo é um desafio cada vez mais comum e necessário.
Continue lendo para descobrir mais sobre o assunto.
O que é autoimagem?
Autoimagem é a forma como enxergamos a nós mesmos.

Trata-se de uma construção subjetiva que envolve aspectos físicos, emocionais, sociais e intelectuais.
Pode incluir, por exemplo, como você acredita que os outros o veem, como você avalia sua aparência, suas habilidades, seus comportamentos e até mesmo seu valor como pessoa.
Logo, essa imagem nem sempre corresponde à realidade: muitas vezes, ela é distorcida por experiências passadas, críticas recebidas, comparações com outras pessoas e pelas expectativas que temos de nós mesmos.
Ela pode ser positiva ou negativa. Quando positiva, a pessoa tende a reconhecer seus pontos fortes e limitações de forma equilibrada, sem se diminuir ou supervalorizar.
Quando negativa, é comum haver autocrítica excessiva, desvalorização pessoal, insegurança e até sentimentos de inadequação.
O que é autoestima?
Autoestima é o valor que atribuímos a nós mesmos. Está intimamente ligada à autoimagem, mas diz respeito ao quanto nos sentimos merecedores de amor, respeito e felicidade.
É uma construção emocional que influencia, por exemplo, nossas decisões, relacionamentos, metas e nossa capacidade de lidar com desafios.
Logo, uma boa autoestima nos dá confiança para agir, errar, aprender e crescer.
Por outro lado, uma autoestima baixa pode gerar sentimentos de culpa, vergonha, medo de rejeição e dificuldade de estabelecer limites ou se posicionar.
Como a autoimagem e a autoestima se formam?
Ambas são formadas ao longo da vida, a partir de diversas experiências:
- Infância e ambiente familiar: As primeiras referências vêm das pessoas que nos cuidam. Palavras de incentivo, acolhimento, críticas constantes ou falta de reconhecimento marcam profundamente a visão que desenvolvemos sobre nós mesmos.
- Escola e socialização: Relações com colegas e professores, experiências de inclusão ou exclusão, desempenho escolar e feedbacks recebidos também moldam a forma como nos percebemos e nos avaliamos.
- Mídia e redes sociais: A exposição a padrões idealizados de beleza, sucesso e felicidade pode gerar comparações injustas, sentimentos de inadequação e pressão por perfeição.
- Relacionamentos afetivos: Vínculos românticos, amizades e relações profissionais influenciam diretamente nossa autoestima, especialmente quando envolvem rejeição, desvalorização ou dependência emocional.
- Vivências pessoais: Sucessos e fracassos, erros cometidos, conquistas e superações ajudam a construir um senso interno de valor e competência.
Por que é importante ter uma boa relação consigo mesmo?
Uma relação saudável com nós mesmos é a base para uma vida emocional equilibrada e para o desenvolvimento pessoal.
Ela permite, por exemplo, que enfrentemos frustrações com resiliência, nos comuniquemos de maneira assertiva, estabeleçamos limites, tomemos decisões alinhadas aos nossos valores e tenhamos relações mais saudáveis com os outros.
Além disso, pessoas com autoestima elevada e autoimagem positiva tendem a ser mais autênticas, criativas, produtivas e menos suscetíveis à ansiedade, depressão e estresse crônico.
Os perigos da baixa autoestima
A baixa autoestima pode afetar negativamente diversos aspectos da vida. Entre os sinais mais comuns, estão:
- Sentimento constante de inferioridade e timidez além do normal
- Medo excessivo de errar ou ser rejeitado
- Dificuldade de se posicionar e dizer “não”
- Tendência à autossabotagem
- Isolamento social
- Transtornos como ansiedade, depressão, transtornos alimentares e dependência emocional
Além disso, quem não se sente bem consigo mesmo pode buscar aprovação externa de forma compulsiva, abrir mão de suas vontades para agradar os outros e se envolver em relações abusivas por não acreditar que merece mais.
Como construir uma autoimagem positiva
Para atingir este objetivo, é importante seguir os seguintes passos:
1. Pratique o autoconhecimento
Reserve um tempo para refletir sobre quem você é, o que valoriza, quais são seus pontos fortes e suas áreas de crescimento.
Assim sendo, ferramentas como diários, terapias, testes de personalidade e feedbacks confiáveis podem ajudar nesse processo.
Portanto, nesse processo, é importante, também, que você pratique a autoaceitação e comece a entender quem realmente é.
2. Desafie crenças limitantes
Pergunte-se: essa ideia que tenho sobre mim é verdadeira? De onde ela vem? Há evidências que a sustentem? Muitas vezes, acreditamos em frases ou críticas que ouvimos na infância sem questioná-las.
3. Evite comparações
Cada pessoa tem uma história, um contexto e um ritmo.
Logo, comparar-se com os outros, especialmente nas redes sociais, onde só se mostra o lado positivo, pode distorcer sua percepção de si mesmo.
4. Aceite suas imperfeições
Ninguém é perfeito, e o perfeccionismo pode te levar a se sentir pior por não conseguir os resultados desejados.
Portanto, reconhecer falhas e limitações sem se culpar é sinal de maturidade emocional. Ao invés de se julgar, tente aprender com os erros e evoluir.
5. Cuide do corpo com carinho
A forma como tratamos nosso corpo influencia nossa autoimagem.
Assim sendo, atividades físicas prazerosas, alimentação equilibrada e descanso adequado ajudam a gerar uma sensação de bem-estar e conexão consigo mesmo.
Autoestima não é arrogância
Há quem confunda autoestima com ego inflado, narcisismo ou vaidade.
Na verdade, a autoestima saudável não precisa ser provada para os outros.
Ela é silenciosa, interna, firme e equilibrada. Pessoas com autoestima elevada não precisam diminuir os outros para se sentirem bem, pois já se sentem seguras em sua própria identidade.
Arrogância, ao contrário, muitas vezes esconde inseguranças profundas e necessidade de validação externa.
Ter autoestima é, acima de tudo, conhecer seu valor e saber que ele independe do reconhecimento alheio.
Como fortalecer a autoestima
Agora, para ter uma autoestima mais elevada, forte e que te permita continuar crescendo, é interessante pensar nos seguintes passos:
1. Pratique a autocompaixão
Trate-se como trataria um amigo querido.
Logo, seja gentil com suas emoções, acolha sua dor e não se puna por sentir-se vulnerável. Autocompaixão é diferente de vitimismo: é reconhecer que todos erram, sofrem e têm dias difíceis.
2. Estabeleça limites saudáveis
Aprender a dizer “não” é essencial para preservar sua energia, seu tempo e sua dignidade. Respeitar a si mesmo é uma das formas mais eficazes de fortalecer a autoestima.
3. Valorize suas conquistas
Celebre pequenas vitórias do dia a dia. Reconhecer seu esforço e progresso reforça a ideia de que você é capaz, competente e digno de orgulho.
4. Cerque-se de pessoas positivas
Relacionamentos saudáveis, baseados em respeito e apoio mútuo, fortalecem nossa autoestima.
Portanto, afaste-se de ambientes ou pessoas que te diminuem ou desvalorizam.

5. Busque ajuda profissional se necessário
Terapeutas e psicólogos podem ajudar a identificar padrões de pensamento negativos, ressignificar traumas e construir uma relação mais saudável com você mesmo.
Psicólogos para Autoestima
Conheça os psicólogos que tratam Autoestima no formato de terapia online e também consultas presenciais em São Paulo:
-
Nathália AndradeCRP 06/177547
Consultas presenciais
Consultas por vídeoProfissional formada em Psicologia pela Universidade Paulista e pós-graduada em Neuropsicologia, atua com abordagem em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) há quatro anos.
Valor R$ 150
Posso ajudar comAnsiedadeDepressãoEstresseDesenvolvimento PessoalRelacionamentospróximo horário:
02/set. às 12:00hs -
Sandra A. MagalhãesCRP 06/138237
Consultas presenciais
Consultas por vídeoSandra Magalhães é psicóloga clínica e está se especializando em Neuropsicologia pela universalidade IPOG-SP.
Valor R$ 150
Posso ajudar comAnsiedadeDepressãoAdolescênciaFobia SocialPsicologia Infantilpróximo horário:
03/set. às 13:00hs
Autor: Psicóloga Renata Visani Gaspula - CRP 06/72421Formação: A psicóloga Renata Visani é formada em Psicologia há mais de 15 anos. Atualmente, cursa mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde na Universidade do Algarve em Portugal e é pós-graduada em Neuropsicologia, PNL (Programação Neurolinguistica) e atende também através da Psicanálise.
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