Por Natalia Anauate
Psicóloga · CRP 06/103768 · 25 de junho de 2026
A necessidade de aprovação dos outros, seja para saber se a sua roupa está boa, se o seu corpo está legal ou se você deve ou não tomar alguma atitude, diz muito sobre a sua autoestima e segurança. Aliás, sobre a falta delas.
Isso significa que esse padrão externo é “apenas” a manifestação de questões internas muito mais profundas e que precisam ser cuidadas e tratadas.
Neste artigo, vamos falar sobre os motivos que podem ter feito você desencadear a necessidade de aprovação externa e trazer algumas dicas que podem te ajudar nesse processo de resgate interior. Confira!
O que é a necessidade de aprovação?
Basicamente, a necessidade de aprovação consiste na dependência da opinião de uma outra pessoa – ou de outras – para tomar decisões pessoais e profissionais e para se sentir bem de uma forma geral, seja com o corpo ou com as próprias emoções.
Ou seja, pessoas que dependem da aprovação de terceiros não conseguem enxergar a sua própria personalidade e propósito e acabam condicionando a sua vida a outras.
Dentre as principais características e atitudes de uma pessoa que busca essa validação externa frequente, estão:
- Justifica tudo o que faz;
- Muda de opinião e posicionamento com bastante frequência e facilidade;
- Concorda com tudo o que os outros dizem;
- A maioria das suas atitudes são para agradar o próximo;
- Monitora com ansiedade os likes e comentários nas redes sociais.
O que está por trás da necessidade de aprovação dos outros?
Como mencionamos no início deste post, uma pessoa que depende da aprovação de terceiros costuma ser alguém que sofre – ainda que de forma inconsciente – com uma baixa autoestima, insegurança e falta de autoconfiança.
Portanto, alguém que possui profundas fragilidades emocionais.
Vale dizer que essa configuração emocional pode surgir a partir de:
- Traumas na infância;
- Bullying;
- Sentimento de rejeição;
- E, até mesmo, sofrimento de críticas severas.
A partir disso, tem-se uma busca incessante por aprovação e aceitação.
Há que se ressaltar também que a personalidade – quando muito retraída – e a pressão social para se adequar a alguns critérios – como corpo magro, profissão dos sonhos, etc. – também podem contribuir para essa busca por validação externa.
6 dicas de como superar a necessidade de aprovação
Se você acredita que pode estar sofrendo com a necessidade de aprovação dos outros e com todas as questões emocionais que estão por trás dela, como baixa autoestima e falta de autoconfiança, as dicas abaixo podem te ajudar.
Convém mencionar, antes, que esse é um processo que acontece de dentro para fora. Portanto, será preciso disciplina e disposição para trabalhar o seu interior.
Dito isso, vamos a alguns passos:
1. Identifique a origem do problema
Tentar identificar a origem do problema, isto é, o motivo de você não conseguir ter autoconfiança – e, consequentemente, depender da validação externa – é muito importante para resolver o problema em sua raiz.
Nesse sentido, mergulhe no passado e busque por experiências e situações que possam ter desencadeado essa questão.
Você sempre teve essa característica ou se tornou assim após algum acontecimento negativo marcante? Na infância sofreu bullying ou críticas incisivas da família? Algum relacionamento tóxico deixou essa marca?
Apesar de doloroso, esse processo pode ser exatamente o que faltava para você ressignificar algum trauma e, assim, modificar a forma como se comporta nos dias atuais.
2. Trabalhe o autoconhecimento
O autoconhecimento é o processo de se conhecer melhor, entendendo seus limites, forças, fraquezas, emoções, padrões de comportamento e pensamento e gatilhos que despertam ações indesejadas.
Obviamente, não é um processo simples, principalmente por exigir o acesso a algumas dores, entretanto, ele é muito necessário.
Portanto, tire minutos diários da sua rotina para fazer esse processo de se conhecer internamente. É indispensável que se mantenha a frequência para obter bons resultados.
Questione-se, reflita, revisite o passado… Vale a pena anotar tudo em um caderno para não perder os principais pontos que serão necessários para o seu amadurecimento emocional.
3. Defina seus próprios padrões
Considerando que um dos motivos da necessidade de aprovação dos outros pode ser justamente os padrões sociais e culturais impostos – como dissemos aqui, então procure incisivamente modificá-los, criando os seus próprios.
É isso mesmo, estabeleça objetivos e padrões alinhados à sua própria realidade, aos seus propósitos de vida e aos seus valores.
Entender o que é importante para você te ajudará a resistir às pressões externas e aos comentários alheios, fazendo com que você valorize aquilo que verdadeiramente importa: você!
4. Pratique a autocompaixão
A autocompaixão é a capacidade de oferecer a si mesmo a mesma bondade, cuidado e compreensão que normalmente ofereceria a um amigo querido em um momento difícil.
Ou seja, é como se você desenvolvesse a empatia consigo mesmo.
Essa característica é primordial para que você consiga reduzir a autocrítica excessiva e, desse modo, melhorar questões como autoestima.
Sendo assim, exercite a sua capacidade de se amar mais e de se olhar de forma mais empática e carinhosa, respeitando seus limites e suas características – internas e externas.
5. Celebre todas as conquistas
Outro passo rumo a esse autocuidado e amor-próprio está relacionado à celebração das conquistas.
Sim, celebre cada conquista que você obtiver, por menor que ela seja, desde a entrega de um trabalho até uma aprovação no vestibular ou concurso público.
Fazendo isso, você compreenderá que toda conquista – fruto do seu esforço – é válida, o que, consequentemente, cria um ciclo positivo, fortalece a autoestima, promove a independência emocional e proporciona a estabilidade das emoções que você precisa para se desvincular da aprovação externa.
Vale dizer que essa celebração pode acontecer de diferentes formas, como se presenteando com um mimo, saindo para jantar em um restaurante especial ou se dando um dia de folga, por exemplo.
Não importa! O importante aqui é o reconhecimento de sua grandeza e capacidade!
6. Faça terapia
Apesar de todas as dicas que demos anteriormente poderem ser executadas de forma autônoma, a orientação de um psicólogo torna o processo muito mais assertivo.
Isso porque esse profissional te guiará nesses caminhos, que muitas vezes podem ser dolorosos – o que faz com que muitas pessoas desistam do processo.
Além disso, na terapia, você terá acesso a ferramentas e recursos específicos para lidar com os diversos desafios emocionais – tanto aqueles que originaram o problema como também os que podem ser desencadeados ao se acessar determinados conflitos.
Portanto, a psicoterapia é um espaço seguro para que você trabalhe o autoconhecimento, desenvolva a inteligência emocional e a autoestima e ressignifique a sua relação consigo mesmo de forma segura, assertiva e coesa.
Conheça os profissionais da Psicólogos São Paulo, escolha aquele com o qual mais se identifica e marque hoje mesmo a sua consulta para superar a necessidade de aprovação dos outros e outros conflitos internos!
Psicólogos para Desenvolvimento Pessoal
Conheça os psicólogos que atendem casos de Desenvolvimento Pessoal no formato de terapia online por videochamanda e também consultas presenciais em São Paulo:
-
Natalia Anauate
Consultas presenciais
Consultas por vídeoHá mais de 15 anos Natália atua como psicóloga para atendimento individual (adultos) e terapia de casal, o que lhe confere considerável experiência com queixas relacionadas ao relacionamento conjugal, estresse relacionado ao trabalho, dificuldades na vida afetiva e relacionamentos...
Valor R$ 290
Posso ajudar comEstresse pós-traumáticoRelacionamentosConflitos FamiliaresTOC - Transtorno ObsessivoDesenvolvimento Pessoalpróximo horário:
23/jun. às 16:00hs -
Fabiane B. Muselli
Consultas presenciais
Consultas por vídeoFabiane Bobsin Muselli é psicóloga há mais de 21 anos, com especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental pela Universidade Cruzeiro do Sul e atualmente em formação em Terapia do Esquema pela Artmed. Além disso, formação em Espiritualidade no Cuidado em Saúde pelo IPq HCFMUSP.
Valor R$ 220
Posso ajudar comTranstorno de Estresse Pós Traumático (TEPT)RelacionamentosTranstornos Depressivos e de HumorTranstorno de Ansiedade Generalizada (TAG)Medospróximo horário:
23/jun. às 19:00hs
Autor: Psicóloga Natalia Anauate - CRP 06/103768Formação: Há mais de 15 anos Natália atua como psicóloga para atendimento individual (adultos) e terapia de casal, o que lhe confere considerável experiência com queixas relacionadas ao relacionamento conjugal, estresse relacionado ao trabalho, dificuldades na vida afetiva e relacionamentos...
Quem leu esse artigo também se interessou por:
- Fases da vida e o desenvolvimento emocional
Entender como cada fase da vida influencia o desenvolvimento emocional é um passo importante para a promoção da saúde mental.
- Autoaceitação: o primeiro passo para uma vida plena
A autoaceitação é fundamental para o bem-estar emocional, pois promove autoestima saudável e resiliência. Entenda!
- Como superar obstáculos e se fortalecer emocionalmente
Tem dificuldades em superar obstáculos? Essas estratégias ajudam na resolução de problemas e também promovem autoconfiança.
Outros artigos com Tags semelhantes:
Autoestima: o que é e como defini-la?
Muito se fala em autoestima, mas você realmente compreende esse conceito? A maneira como nos enxergamos faz toda diferença no modo como conduzimos as nossas vidas. Por isso, segundo psicólogos, [...]
Rejeição: como lidar e transformar a dor em crescimento
A rejeição pode ser experienciada em diferentes formas, como em uma amizade que se rompe, em uma resposta negativa a um pedido ou até em situações mais amplas, como em [...]
8 hábitos para cuidar da saúde mental
Você sabe como cuidar da sua saúde mental? Às vezes, esquecemos de prestar a devida atenção aos nossos sentimentos, pensamentos e emoções. Ignoramos anseios que parecem vir do fundo da [...]











