Por Natalia Anauate
Psicóloga · CRP 06/103768
Publicado em 11/06/2021 · Atualizado em 18/06/2026
Não é de hoje que os especialistas vêm estudando como a tecnologia pode desencadear a solidão e, em casos mais graves, até mesmo depressão em médio e longo prazo.
Já se sabe que, ao mesmo tempo em que a tecnologia usada via computador, tablets, celulares e smartphones informa e facilita a vida das pessoas, ela pode também afastar os usuários do convívio físico, fundamental para uma vida saudável.
A boa notícia é que isso pode ser evitado e, quando já instalado, pode ser tratado com a ajuda de um psicólogo.
No mundo moderno, globalizado e conectado, não há mais fronteiras e barreiras causadas pela distância e que influenciaram na falta de comunicação durante muitos anos.

Hoje, parentes, amigos e totais desconhecidos trocam conteúdos o tempo todo, mesmo vivendo em lugares distantes. Infelizmente, esta facilidade vem deixando as pessoas mais solitárias, e a solidão abre uma grande vulnerabilidade para casos de depressão.
Quando o ambiente online toma conta da vida
Quando a criança, adolescente ou adulto começa a passar várias horas interagindo apenas no ambiente online, é hora de ficar atento.
Hoje, a exigência por resultados rápidos, alcance de metas ousadas e outros aspectos do imediatismo acabam levando as pessoas a não terem mais tempo disponível para as brincadeiras ao ar livre, conversas pessoais, o café na casa da amiga, o chope no final de tarde com os colegas do trabalho, a visita aos familiares, os almoços junto com os filhos, a ida ao clube, enfim atividades que até há pouco tempo eram comuns na rotina das pessoas.
A internet, em geral e as redes sociais, por ser mais atrativa, acaba ficando sempre em primeiro plano. No meio online, todos podem parecer aquilo que gostariam de ser, mas na verdade não são.
E aparecem as situações de obsessão, conflitos existenciais, crises de identidade e relacionamentos sem qualidade. Na internet, o que conta é a quantidade, seja de amigos, posts ou curtidas.
Ao diminuir as relações pessoais, vem a sensação de solidão, criando um ciclo vicioso.
Mas como saber qual a medida certa?
O uso muito intenso das tecnologias pode ser considerado um vício que, como qualquer outro, pode causar dependência, crises de abstinência e sintomas similares à depressão, como por exemplo, a ansiedade.
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, relacionou a maneira como se interage com a internet e a indicação de o usuário estar ou não abusando quanto a seu uso. Ficou constatado que:
- Pessoas deprimidas usam a internet de forma diferente das demais;
- Quanto mais deprimido está o usuário, mais frequente será o uso de sites e aplicativos de compartilhamento de arquivos;
- Compulsivos usam com maior frequência os e-mails e fazem sucessivas contagens de mensagens;
- Compulsivos não conseguem dormir sem o celular ao lado e buscam por informações nos aparelhos assim que acordam.
Repare se estão aparecendo os seguintes sintomas:
- Dificuldade para exercer tarefas que antes eram rotineiras;
- Tristeza por longos períodos;
- Irritabilidade e falta da capacidade de sentir prazer;
- Apatia pelo que não é relacionado às tecnologias;
- Alterações cognitivas, psicomotoras e vegetativas, como falta de sono e de apetite;
- Diminuição da capacidade de concentração;
- Diminuição da libido;
- Dificuldade de decidir algo sem consultar o computador;
- Angústia, medo, insegurança, desesperança e desamparo;
- Baixa autoestima e autoconfiança;
- Sentimento de rejeição;
- Condutas antissociais e destrutivas.
Se mais de três desses sintomas/comportamentos estão ocorrendo, é hora de buscar ajuda de um psicólogo. Ele vai ajudá-lo, por meio de terapia, a evitar a solidão, o estresse prolongado e a tão temida depressão.
Este profissional, especializado no comportamento humano, vai orientar como frear o desenvolvimento da dependência e orientar sobre como voltar a interagir com o mundo real.
O psicólogo vai conversar, também, sobre os elementos que estão levando à compulsão. Afinal, é possível controlar o acesso virtual e viver com saúde, harmonia e qualidade nas relações.
Basta descobrir a forma saudável de conviver com os aparelhos sem perder o controle sobre eles.
Psicólogos para Depressão
Conheça os psicólogos que atendem casos de Depressão no formato de terapia online e também consultas presenciais em São Paulo:
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Wagner ForenzaCRP 06/115208
Consultas presenciais
Consultas por vídeoO psicólogo Wagner Forenza (CRP/SP 06/115208) é graduado em Psicologia pela Universidade Paulista (UNIP) e pós-graduado em Psicologia do Trânsito pela Metropolitan Educação. Possui formação complementar como Instrutor de Trânsito pelo CENTEC/DETRAN/CONTRAN, o que fortalece sua atuação técnica.
Valor R$ 180
Posso ajudar comRelacionamentosConflitos FamiliaresCasamentoDepressãoCompulsõespróximo horário:
07/ago. às 09:00hs -
Catherine Peres RamosCRP 06/132911
Consultas presenciais
Consultas por vídeoCatherine é formada em Psicologia (Universidade Presbiteriana Mackenzie) há 10 anos e realiza seus atendimentos na abordagem psicanalítica. Possui mestrado em Psicoanálisis y Teoría de la Cultura (2020), realizado em Madrid (Universidad Complutense de Madrid) e especialização em Psicologia...
Valor R$ 250
Posso ajudar comRelacionamentosFamíliaTranstornos Depressivos e de HumorMorte e LutoEstressepróximo horário:
07/ago. às 13:00hs
Autor: Psicóloga Natalia Anauate - CRP 06/103768Formação: Há mais de 15 anos Natália atua como psicóloga para atendimento individual (adultos) e terapia de casal, o que lhe confere considerável experiência com queixas relacionadas ao relacionamento conjugal, estresse relacionado ao trabalho, dificuldades na vida afetiva e relacionamentos...
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