Por Renata Gaspula
Psicóloga · CRP 06/72421
Publicado em 14/06/2021 · Atualizado em 18/06/2026
O medo faz parte da nossa vida e da nossa autopreservação, pois nos impede de cometer atos perigosos e que podem ter más consequências.
Mas da onde vem esse sentimento?
O medo costuma ser uma herança dos nossos pais, que quando éramos crianças, nos ensinaram a temer algumas coisas, ou então ser resultado de uma experiência negativa vivida.
Se, durante a infância, um indivíduo passou por situações de privação financeira ou falta de alimentos, pode ser que no futuro ele desenvolva uma necessidade enorme de sempre ter alimentos estocados em casa e tenha medo de não ter o que comer.

Ou então, alguém que viveu um acidente de carro, pode desenvolver o medo de dirigir ou viajar por estradas.
Isso acontece porque a nossa mente é atemporal. Pra ela, não existe distinção entre passado e futuro. É como se tudo que já vivemos acontecesse no presente e, por isso, precisamos estar em estado de alerta para os riscos.
Existem diversos tipos de medo: de dirigir, de altura, do escuro, de perdas familiares, de animais, de envelhecer. É um sentimento muito particular, individual, que varia conforme as vivências de cada um.
O medo existe em várias escalas, que vai desde a prudência até o completo terror.
Sintomas do medo
Qualquer sensação de ameaça pode gerar o medo, seja ela física, psicológica ou moral. Algumas vezes, as pessoas dão outros nomes para essa sensação, como: apreensão, preocupação, ansiedade ou angústia.
No entanto, todas essas outras emoções são motivadas pelo medo do que possa acontecer.
Quando sentimos isso, nosso corpo tem, inclusive, reações físicas. Nosso organismo se prepara para duas situações: lutar ou fugir. A partir daí, o cérebro trabalha intensamente e muita adrenalina é liberada.
Sintomas como tremedeira, boca seca, mandíbula rígida, enjoo, dores nos braços, pernas e ombros também fazem parte de um episódio de vivência do medo.
Existem situações em que a pessoa não assume o medo que sente. Então, começa a fugir da situação que envolve a ameaça, procrastinando ou criando desculpas para si mesmo.
O medo pode funcionar como uma “voz interior”, continuamente dizendo que algo não vai dar certo ou que você não é capaz de realizar.
O medo é criado dentro das nossas mentes e, por mais que tentamos evitá-lo ou ignorá-lo, não conseguimos acabar com ele. Isso acontece porque a crença que alimenta esse sentimento não foi alterada.
Essa é a única maneira de acabar com o medo e, para isso, pode ser preciso a ajuda de um psicólogo.
Ajuda de um psicólogo para se livrar do medo
Em alguns casos, o medo é tão grande que paralisa o indivíduo e o impede de realizar diversas atividades. Diante disso, é preciso buscar tratamento. Uma terapia com psicólogo pode trabalhar na superação do problema e recuperar o equilíbrio mental.
Só se vence o medo quando se descobre o que há por trás dele, ou seja, qual é a origem, trauma ou experiência que desencadeou essa emoção no paciente. Durante os encontros, o psicólogo ajuda nessa descoberta, através de técnicas específicas.
Uma prática comum dos psicólogos é colocar a pessoa em frente à situação, objeto ou condição que lhe causa o medo, repetidas vezes.
Com isso, ele vai se enfraquecendo e quebra-se o ciclo vicioso negativo dos sintomas.
Psicólogos para Desenvolvimento Pessoal
Veja os psicólogos especializados em Desenvolvimento Pessoal no formato de terapia online e também consultas presenciais em São Paulo:
-
Nathalia MacedoCRP 06/184596
Consultas presenciais
Consultas por vídeoPsicóloga formada, com atuação clínica voltada ao atendimento de adultos, possui pós graduação em Terapia Cognitivo Comportamental (PUC), Neurociência e Comportamento (PUC) e Neuropsicologia (EINSTEIN)...
Valor R$ 200
Posso ajudar comAnsiedadeDepressãoEstresseCasaisCasamentopróximo horário:
16/set. às 13:00hs -
Sonia GalrãoCRP 06140997
Consultas presenciais
Consultas por vídeoSonia Galrão é psicóloga clínica, com especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pela PUCRS e em Avaliação Neuropsicológica pelo Hospital Albert Einstein.
Valor R$ 250
Posso ajudar comAnsiedadeDepressãoDesenvolvimento PessoalSaúde MentalOrientação Profissionalpróximo horário:
16/set. às 13:00hs
Autor: Psicóloga Renata Visani Gaspula - CRP 06/72421Formação: A psicóloga Renata Visani é formada em Psicologia há mais de 15 anos. Atualmente, cursa mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde na Universidade do Algarve em Portugal e é pós-graduada em Neuropsicologia, PNL (Programação Neurolinguistica) e atende também através da Psicanálise.
Quem leu esse artigo também se interessou por:
- Ansiedade é uma Doença? Sintomas e Tratamento
Ansiedade patológica vai além do nervosismo comum e pode comprometer a vida. Conheça os sinais do transtorno de ansiedade e como o tratamento pode ajudar.
- Como lidar com os filhos no processo de divórcio
Crianças em variados níveis de desenvolvimento têm uma compreensão diferente do divórcio. Os pais, portanto, precisam discutir o assunto sob medida.
- Quando o uso abusivo da tecnologia leva à solidão e até depressão
Não é de hoje que os especialistas vêm estudando como a tecnologia pode desencadear a solidão e, em casos mais graves, até mesmo depressão
Outros artigos com Tags semelhantes:
Autocompaixão: o que é e por que é Essencial para Você
A autocompaixão é um conceito cada vez mais estudado pela psicologia moderna e que pode transformar profundamente a forma como nos relacionamos com nós mesmos. Em uma sociedade que frequentemente [...]
Amor Não Correspondido: Como Superar e Seguir em Frente
Amar e ser amado é uma das melhores sensações que existem, mas o sentimento pode ficar bem mais complicado quando não é correspondido, causando sofrimento, perda de autoestima e insegurança. [...]
Pequenas mudanças de rotina que melhoram a saúde mental
Cuidar da saúde mental não exige mudanças radicais ou decisões extremas. Na prática, o que mais influencia o equilíbrio emocional são os hábitos cotidianos — aqueles pequenos comportamentos que se [...]












