Por Natalia Anauate
Psicóloga · CRP 06/103768
Publicado em 23/07/2026
Você sabia que existem diferentes tipos de abordagens terapêuticas?
Psicanálise, Terapia Cognitivo Comportamental, Junguiana, Gestalt, Humanista, Positiva, Transpessoal, Psicodrama e Sistêmica são as principais abordagens.
Acontece que, dentre tantas possibilidades, pode ser difícil saber qual é o melhor caminho para as suas demandas, não é mesmo?
Pensando nisso, preparamos este post completo com as principais abordagens terapêuticas.
Explicaremos o funcionamento de cada uma e te daremos dicas de qual é a mais indicada para o seu caso. Boa leitura!
O que são as abordagens terapêuticas?
As abordagens terapêuticas consistem nas diferentes perspectivas teóricas e metodológicas que os psicólogos utilizam para entender, explicar e tratar o comportamento humano e os processos mentais.
Isso significa que cada abordagem foca em aspectos distintos da psicologia e oferece um viés particular para compreender a mente e o comportamento do paciente.
Principais abordagens terapêuticas
A seguir, separamos as principais abordagens terapêuticas para que você possa conhecê-las melhor:
1. Psicanálise
Fundada por Sigmund Freud, a psicanálise é uma das mais antigas abordagens da psicologia. Ela se concentra no inconsciente, nos conflitos internos e no desenvolvimento psicossexual do indivíduo.
Sendo assim, utiliza técnicas como a livre associação, a interpretação de sonhos e a análise de atos falhos para explorar e resolver questões emocionais e comportamentais profundas.
Seu objetivo é tornar consciente o inconsciente, ajudando os pacientes a entenderem e resolverem conflitos internos que influenciam seu comportamento e emoções.
Indicações: Essa abordagem é ideal para quem se sente perdido e sem uma perspectiva de vida, para quem enfrenta problemas no trabalho ou vive um relacionamento turbulento, entre outros incômodos estruturais.
2. Terapia Cognitivo Comportamental (TCC)
Essa é uma das abordagens mais conhecidas. Ela visa modificar padrões de pensamento e de comportamentos problemáticos do paciente.
Isso porque ela entende que nossas cognições influenciam nas emoções e comportamentos.
Nesse sentido, a abordagem TCC utiliza técnicas como reestruturação cognitiva e exposição para ajudar os indivíduos a identificarem e desafiarem pensamentos negativos automáticos e, consequentemente, modificarem sua forma de agir.
Indicações: Essa abordagem é aplicada em uma série de casos, como vícios, luto, baixa autoestima, transtornos de personalidade, ansiedade, depressão, etc.
3. Terapia Analítica (Junguiana)
Fundada por Carl Jung, esta abordagem oferece uma visão profunda da mente humana, focando no inconsciente coletivo, arquétipos e no processo de individuação.
Para tanto, ela busca explorar esses arquétipos por meio de técnicas como análise de sonhos, interpretação de símbolos e a prática de imaginação ativa.
O objetivo é ajudar os indivíduos a integrarem seus aspectos conscientes e inconscientes, promovendo um senso mais profundo de si mesmos e do mundo ao seu redor.
Indicações: A terapia analítica é ideal para o aprofundamento do autoconhecimento.
4. Terapia Gestalt
A terapia Gestalt se concentra no momento presente.
Por isso, ela leva em consideração os ambientes frequentados pelo paciente e as pessoas com quem ele convive como pontos-chave para sua análise e posterior mudança.
Convém mencionar que o indivíduo é encorajado a se tornar mais consciente durante a terapia de modo que adquira autonomia para navegar pelo seu presente e se desvencilhar de problemas oriundos de experiências passadas.
Indicações: Essa abordagem é indicada para qualquer pessoa que busca trabalhar o reconhecimento, a aceitação e a modificação das próprias emoções.
5. Terapia Humanista
Essa abordagem parte do pressuposto de que os indivíduos têm uma tendência inata para a realização pessoal e o crescimento.
Portanto, o psicólogo propõe questionamentos acerca da autoimagem e do “eu ideal” do paciente.
Nesse sentido, essa terapia, centrada no paciente, fonece um ambiente de apoio e aceitação, enfatizando a empatia, a autenticidade e a aceitação incondicional positiva como elementos essenciais do processo terapêutico.
Indicações: Ela é interessante para quem deseja traçar planos de ação realistas para aproximar sua autoimagem daquilo que deseja ser.
6. Terapia Positiva
A terapia Positiva é uma abordagem que se concentra no estudo das virtudes, do bem-estar e da felicidade do indivíduo.
Ao contrário das abordagens tradicionais (que se concentram nos aspectos patológicos do comportamento), essa terapia busca identificar e promover fatores que contribuam para uma vida plena e satisfatória.
Portanto, o psicólogo busca trabalhar o cultivo de emoções positivas, o engajamento em atividades significativas e a busca de um sentido mais profundo na vida.
Indicações: A abordagem positiva é indicada para quem deseja reduzir estresse e ansiedade, melhorar os relacionamentos interpessoais e ter uma vida com mais bem-estar.
7. Terapia Transpessoal
A terapia Transpessoal explora os aspectos espirituais e transcendentais da experiência humana.
Ou seja, ela integra práticas espirituais e técnicas como a meditação para promover a autodescoberta, o autoconhecimento e a expansão da consciência.
Indicações: Essa abordagem é útil para quem busca o autoconhecimento mais profundo, para quem acha que vive apenas no “automático” ou para quem tem o desejo de entender melhor os processos de expansão da consciência.
8. Psicodrama
O psicodrama é uma abordagem bastante interessante, pois utiliza o teatro e a dramatização para explorar e resolver conflitos internos.
Nesse sentido, durante as sessões, os pacientes representam eventos passados, futuros ou imaginários para ganharem insights do psicólogo e, a partir disso, promover a mudança emocional e comportamental.
Entre as técnicas utilizadas, estão a role-playing e inversão de papéis, que ajudam na expressão das emoções reprimidas e na melhora da autoconsciência.
Indicações: Ela é indicada para pessoas que buscam uma terapia ativa e dinâmica e/ou que possuam dificuldade em expressar suas emoções apenas pela fala.
9. Terapia Sistêmica
Por fim, a terapia Sistêmica é uma abordagem terapêutica que observa o sujeito dentro de sistemas, isto é, dentro de famílias ou grupos.
Isso porque ela não considera o sujeito isoladamente, mas sim em um contexto mais amplo, o que possibilita uma visão abrangente do paciente, das suas relações, das suas dificuldades, dos seus problemas e também das suas soluções.
Para isso, ela investe em técnicas como o genograma – para visualizar a estrutura familiar e identificar padrões – e técnicas como reestruturação familiar e terapia narrativa – para promover mudanças positivas nas dinâmicas familiares.
Portanto, o seu objetivo é sempre melhorar a funcionalidade do sistema como um todo.
Indicações: Essa abordagem é indicada para pessoas que sentem que os seus conflitos internos e as suas emoções negativas estão relacionadas ao ambiente disfuncional em que estão inseridas.
Agora que você conhece melhor os principais tipos de abordagens terapêuticas e suas indicações, já tem uma boa noção de qual é a melhor para atender às suas necessidades, não é mesmo?
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